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ARTIGOS
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| HPV: grande desafio em termos de saúde pública |
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A infecção pelo Papilomavírus - humano (HPV) afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A infecção genital pelo HPV é, atualmente, a doença sexualmente transmissível (DST) viral mais freqüente na população que tem uma vida sexual ativa. Acomete homens, mulheres, adultos e crianças. Constitui, portanto, uma afecção de caráter multidisciplinar. Porém, o mais importante aspecto no estudo dessa doença está na estreita relação do HPV com o câncer do cólo do útero.
Há um século e meio, Rigoni Stern vinculou o câncer do cólo do útero à atividade sexual. No entanto, somente a partir de meados da década de 70, as evidências revelaram-se muito fortes no sentido de caracterizar o HPV como provável agente causal dessa freqüente neoplasia.
A infecção pelo HPV pode ser clínica (detectada a olho nu), sub-clínica (detectada pela colposcopia ou peniscopia, citologia e histologia) e latente (detectada pelos métodos de detecção do DNA vírus).
A manifestação clínica mais comum da infecção é o Condiloma acuminado, também conhecido como crista de galo ou verruga venere e os principais sintomas e sinais são verruga e prurido vulvar. As vias de transmissão do HPV podem ser de forma: sexual (na maioria dos casos), não-sexual (familiar ou nosocomial e fomitos) e materno fetal (gestacional, intra e periparto).
A prevalência da infecção pelo HPV é significativa na população masculina. No aspecto clínico, porém, o homem deve ser visto principalmente como reservatório do vírus e agente perpetuador da infecção em suas parcerias.
Para a prevenção da doença, deve-se promover constantes campanhas educativas para a população geral e estimular o uso de preservativos. A cobertura com o teste citológico, deve ser realizada dos 25 aos 60 anos. Após dois exames negativos em anos sucessivos, deve-se repetir a citologia a cada três anos.
As vacinas estão chegando. São em 3 doses de 0,5 ml por via intramuscular, garantindo proteção por mais de cinco anos e são conhecidas internacionalmente como: Gardasil e Cervarix. O acesso da população geral a essas vacinas ainda é muito restrito por causa do alto custo. Elas só protegem contra os quatro principais tipos de HPV, que são: 06 e 11 (de menor potencial oncogênico e responsáveis pelo Condiloma de verruga venérea), e o 16 e 18 (de maior potencial oncogênico e responsáveis pela neoplasia intraepitelial).
Acredita-se que a vacina contra HPV será um importante marco para a sexualidade humana, assim como o foram, a pílula anticoncepcional e o Viagra.
Dr. Jackson José Florêncio - CRM 4220 Presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Pernambuco - Regional Caruaru.
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